A Expansão do Universo
Índice
Este artigo foi registrado nos primeiros dias de julho de 1998, no Cartório de Títulos e Documentos de São José do Rio Preto e portanto antes do funcionamento do VLT (Very Large Telescope) no Chile. Os primeiros trabalhos realizados no VLT, no segundo semestre de 1998 mostraram, contrariando o pensamento de toda a comunidade científica, que o Universo está em expansão que aumenta a velocidade a cada momento. Em janeiro de 1999 a revista Americana SCIENTIFIC AMERICAN em uma reportagem de três artigos, baseadas nos trabalhos recém feitos no VLT, anuncia ao mundo que a velocidade de expansão do Universo aumenta e não diminui, como antes se pensava. Este fato contraria a Lei de Gravitação Universal devida a Newton. Uma generalização da Lei da Gravitação é necessária. Até o momento não conheço nenhuma proposta neste sentido. Tentei muito, mas em vão publicar este artigo, ainda atual pelas novidades que contém mesmo oito anos após ter sido escrito.
...........................................................

.........................................................................................
Ousar e sonhar... .........................................................................................
O homem totalmente confinado no Espaço e no Tempo ousa querer compreender seu Universo. Um Universo de 18 bilhões de anos visto por um ser que quando muito tem 50 anos de lucidez. Em um Universo com mais de 50 bilhões de galáxias, em cada uma das quais há mais de 10 bilhões de Sóis, nós somos menos que poeira Cósmica, e sonhamos com a Criação do Universo... .........................................................................................
Dentro deste espírito da mais pura ousadia, vamos pensar no momento em que nosso Universo foi criado. Acredito na Teoria do Big Bang, mas sua suposição não é essencial. Com muita freqüência partículas de matéria são criadas ou destruídas com a presença de sua correspondente antipartícula, isto me leva a crer que no momento da Criação do nosso Universo dentro de uma regra de conservação da massa existencial da matéria, tenham sido criadas matéria e antimatéria ao mesmo tempo. .........................................................................................
Distingo três tipos de massa. .........................................................................................
Em primeiro lugar a massa básica que dá existência a própria partícula. Para fixar idéias vamos pensar no núcleo de Hidrogênio, um Próton em repouso. Em segundo lugar há a massa de Estado ou Nível de Energia da partícula como estrutura de um átomo. O nosso mesmo Próton em um núcleo de Hélio tem um Delta m de massa, no caso negativo, por estar em um núcleo de Hélio. Posso citar outro exemplo, o elétron nas diferentes camadas possui diferentes níveis de energia, e como massa é energia ele deve também ter massas diferentes na diferentes camadas. E o terceiro caso seria a massa devida a energia mecânica da partícula. O mesmo Próton, despido de seu elétron pode ser acelerado e não mais em repouso possui um acréscimo de massa. Embora estas três formas de massa não se distingam do ponto de vista mecânico, pelo fato de serem massas, elas tem naturezas diferentes. Uma primeira diferença a ser notada é que a massa de estado pode assumir valores bem definidos, não varia continuamente enquanto a massa devida à energia mecânica varia continuamente. Outra grande diferença é que a massa existencial não é filha de estado ou energia mecânica, mas da criação de uma antipartícula, obedecendo a uma regra de conservação de massa existencial. .........................................................................................
Então no momento da Criação do Universo a antimatéria em quantidades equivalentes deve ter sido criada. .........................................................................................
Mas onde, em nosso Universo, estaria a antimatéria?. .........................................................................................
Sabemos de nossas limitadas experiências dos nossos laboratórios que matéria e antimatéria em contacto é igual a energia. Onde estaria confinada toda a antimatéria do Universo, proibida, e proibida por quem de entrar em contacto com a matéria?. .........................................................................................
Das forças conhecidas as forças de campo se caracterizam por serem proporcionais às massas e inversamente proporcionais ao quadrado da distância, ou seja, são forças da forma: .........................................................................................

onde m pode ser massa, carga elétrica ou massa magnética, respectivamente para o campo gravitacional, elétrico ou campo magnético. Sendo que para os campos elétrico e magnético conforme a natureza de m a força será de atração ou repulsão. Em todas as nossas experiências feitas com campos gravitacionais experimentamos sempre forças de atração.
.........................................................................................

Por que não haveria repulsão gravitacional?. .........................................................................................
Neste momento eu lhes proponho que a única forma de coexistência da matéria e a antimatéria em nosso Universo seria que se m2 for antimatéria a força gravitacional em relação à matéria mudasse de sentido. .........................................................................................
Dito de outra forma se a antimatéria repelir a matéria. .........................................................................................
Nos momentos primordiais esguichos colossais de Prótons e Anti-Prótons repelindo-se mutuamente formaram as massas de Hidrogênio e anti-Hidrogênio das nuvens primordiais de gás, o resto da história é bem conhecido... .........................................................................................
Parece se tratar simplesmente de uma troca de sinal, mas as conseqüências desta teoria nos levariam a uma compreensão muito maior do nosso Universo. Examinemos algumas de suas conseqüências:. .........................................................................................
Sabemos da Mecânica que em um sistema isolado se houver uma explosão o centro de gravidade do sistema permanece estático. As forças de campo gravitacional agindo em cada parte que se separou tenderá a reunir novamente as partes, dependendo da energia mecânica do sistema haverá ou não a reunião: o Big Crunch. .........................................................................................
Para o nosso Universo seria equivalente dizer: .........................................................................................
  • poderia se determinar com facilidade o ponto da explosão inicial.
  • as galáxias estariam em desaceleração contínua.
  • .........................................................................................

    Mas isto não acontece. .........................................................................................
    Repulsões gravitacionais tornariam tremendamente mais complexo o movimento das galáxias. E como massas equivalentes de matéria e antimatéria devam ter se formado a resultante das forças universais em cada galáxia seria no sentido de uma expansão contínua. O movimento individual de cada galáxia em relação ao todo seria extremamente complexo dependendo da natureza das galáxias vizinhas, o Universo estaria em um verdadeiro turbilhão. .........................................................................................
    E isto acontece. .........................................................................................
    Mas isto não impediria que algum fragmento de antimatéria penetrasse em galáxias de matéria. Quanto maior a massa menor a probabilidade de acontecer porque maior seria a repulsão. .........................................................................................
    O que aconteceria se um pequeno meteorito de antimatéria, num choque frontal encontrasse matéria? Aconteceria uma tremenda explosão de energia. Houve neste século na Sibéria uma explosão devastadora por centenas de quilômetros e nunca se achou o meteoro causador desta explosão. Poderia ser um pequeno fragmento de antimatéria. Notem que nunca ninguém achou qualquer resquício de radioatividade na região e foi mais poderoso que a mais poderosa de nossas insensatas bombas atômicas. .........................................................................................
    Nos incontáveis encontros de micrometeoritos de matéria e antimatéria haveria tremendas liberações de energia a ponto de justificar os onipresentes raios cósmicos, enquanto encontros de corpos mais massivos provocariam explosões da grandeza de uma explosão de supernova. Notem que seria uma titânica explosão, fora de uma estrela, com tal liberação de energia que não encontraria paralelo em nenhum tipo de reação nuclear que ocorrem nas estrelas. Acredito que isto aconteça. .........................................................................................
    Muitas conseqüências igualmente importantes adviriam. Na Astrofísica pelo fato de uma estrela de Nêutrons de uma galáxia de matéria não ser equivalente a sua gêmea de uma galáxia de antimatéria, decorre imediatamente que o Nêutron da matéria é diferente do Nêutron da antimatéria. Para isto basta lembrar que um Nêutron de matéria dá origem a um Próton e um Nêutron de antimatéria daria origem a um Antipróton. Acredito que esta teoria seja de grande valia para toda a física moderna. .........................................................................................
    A comprovação do que estou propondo não é difícil. Basta haver duas galáxias que se encontrando mostrem evidentes sinais de repulsão. Espirais deformadas na região da aproximação provariam a repulsão que não teria hoje nenhuma justificativa física. Conclamo, pois, todos os astrônomos do mundo a procurarem galáxias nestas condições, e que me digam se isto é sonho ou fruto da ousadia humana entendendo melhor o próprio Universo!. .........................................................................................
    .
    Ubatuba, 29 de junho de 1998.

    Índice