Um Pequeno Passo em Direção ao Campo Unificado
Índice
...........................................................
Dedico este artigo a um notável físico, professor do
Instituto de Física da Universidade de São Paulo
Professor Doutor Claudio Zak Dib

...........................................................


É até uma questão de patriotismo
defender nossas riquezas naturais e
reconhecer nossos valores humanos.


.........................................................................................

Em um artigo anterior Antigravidade (que pode ser encontrado neste site) eu já sugeri, que todas as forças que conhecemos, em última análise, são forças de campo. Os campos deformam nosso espaço tridimensional e estas deformações se tornam a causa destas forças. É sempre um processo de reciprocidade. A lua sofre atração pela deformação do espaço provocado pela Terra. Mas por sua vez também deforma o espaço e atrai a Terra. Muito eu ainda tenho a escrever a respeito deste assunto. Neste artigo quero avançar apenas mais um pequeno passo na direção à teoria do campo unificado. .........................................................................................
Após os ensinamentos de Albert Einstein temos que escrever nosso espaço como: E(x,y,z,t). Ou seja, como função das três coordenadas métricas X, Y, Z e de t, o tempo. .........................................................................................
Sem o menor dó do meu leitor eu já escreveria: E(X,Y,Z,t,T,G,E,H,N). Estou falando das três coordenadas métricas, do tempo, da Temperatura Absoluta, Campo de Gravitação, Campo Elétrico, Campo Magnético e Campo Nuclear. .........................................................................................
Estou falando sem dó porque a matéria não se limita a estas nove coordenadas, existem mais. Por enquanto ficam apenas estas. .........................................................................................
Vamos falar muito rapidamente de algumas delas. .........................................................................................
Depois das quatro amplamente conhecidas, como já foi sugerido em meus artigos anteriores, a matéria que nós conhecemos, está confinada também em uma faixa de temperaturas, a saber: Temperaturas Absolutas Positivas. Podemos chegar tão próximo quanto queiramos do Zero Absoluto, mas temperaturas negativas são reservadas à antimatéria. .........................................................................................
Do meu ponto de vista, temperatura não é apenas uma medida de energia da matéria, mas realmente uma nova coordenada. .........................................................................................
A razão deste artigo é sugerir que as coordenadas da matéria, não apenas as coordenadas do nosso espaço tridimensional estão de alguma forma relacionadas. Existem certamente limites no hiperespaço onde a matéria como nós a conhecemos está confinada. .........................................................................................
Vamos falar de Temperatura Absoluta. Nós ainda temos dificuldades de lidar com conceitos relacionados com o tempo. As dimensões temporais (crônicas) são muito abstratas e ainda temos a ilusão de que existe um Tempo Absoluto como se fosse a batuta do maestro segundo o qual tudo acontece. Não é assim. Se fizermos uma profunda reflexão chegaremos a conclusão que a medida que a Temperatura Absoluta se aproxima de zero, o tic-tac do tempo bate mais devagar em relação ao nosso tempo. Já começamos a aceitar (já está amplamente comprovado por experiências cientificas) que o tic-tac do relógio relativístico bate com uma cadência diferente do nosso. Vamos imaginar um embrião congelado. Os biólogos dirão que quanto mais próximo este embrião estiver do Zero Absoluto mais tempo ele se conservará. Meus amigos, isto é exatamente o mesmo que dizer que o tempo do embrião bate mais devagar! No Brasil foi aprovada uma lei que permite o sacrifício de embriões congelados considerados "velhos". Sob este novo ponto de vista, não podemos contar o tempo de congelamento pelo nosso relógio. Embora a causa seja boa, causa-me estranheza que um país que faz fortes restrições ao uso de animais em experiências científicas, aprovar o sacrifício de embriões humanos para o estudo de célula tronco! Nossos descendentes verão estas leis como leis do obscurantismo e da barbárie. .........................................................................................
Antes da própria ética repousa o conceito de tempo. .........................................................................................
As relações entre o Campo Elétrico e o Campo Magnético são bem conhecidas pelas Equações de Maxwell, e não será necessário repetir aqui. A única observação importante que faremos a priori, é que devemos fazer uma pequena modificação em uma das Equações de Maxwell (Lei de Faraday) para acomodar a irradiação eletromagnética da antimatéria. É um simples sinal e este assunto foi mostrado de forma bem rápida em Beluz (artigo deste site). Muito poderia ainda ser dito a respeito, como direção do fluxo de energia, interpretação do fenômeno sob o ponto de vista da Termodinâmica, conservação de Energia, etc. Cumpre ressaltar que as irradiações eletromagnéticas da antimatéria, mesmo as que estão fora da faixa da beluz (antiluz), obedecem às mesmas equações que beluz. .........................................................................................
Fiz curso de engenharia mecânica em uma escola considerada talvez a melhor de toda a América Latina. Certa vez, eu e meus colegas conversávamos com nosso professor de Física. Eu todo inflamado dizia que as histórias de UFOs eram absolutamente ridículas. Eu ia tentar aplicar as equações da mecânica que eu já conhecia para provar que seria impossível aos UFOs se deslocarem da forma com que os relatos diziam que se deslocavam. .........................................................................................
Nosso professor de Física, sem a menor dúvida um grande mestre me disse fleumaticamente: "Impossível com a Física que você conhece!"
.........................................................................................

Estas palavras vindas de um professor a quem eu considerava muito me deixaram extremamente chocado. Refleti muito a respeito da observação do meu mestre. Naquele momento ele me havia dado a lição mais importante: Conservar sempre o espírito aberto para o desconhecido. Não é porque eu não conheço que não existe. Só com a abertura de espírito estamos capacitados a avançar no Conhecimento, o resto é ignorância e intolerância. .........................................................................................
A última palavra, em Ciência, é sempre dada pela experiência. Comprovado pela experiência tem que ser considerado, e se não estiver de acordo com os nossos conceitos, então os nossos conceitos terão que ser reformulados. .........................................................................................
Estou propondo também neste artigo que haja limites para as deformações (no hiperespaço) dos Campos de Força. Existem relatos truncados e de credibilidade duvidosa a respeito de anomalias do campo gravitacional em experiências com Temperaturas muito baixas e/ou Campos Elétricos/Magnéticos intensos. Na minha opinião isto deve ser melhor investigado e acredito que se encontrará limites do possível para o nosso espaço tridimensional (mais limites). Sugiro realmente uma maior reflexão do efeito Meissmer, bem como das curiosas anomalias do comportamento do Hélio líquido, agora visto através dos novos conceitos do hiperespaço. .........................................................................................
São pequenas anomalias que podem abrir um novo horizonte em Ciências. Se forem descobertos limites para valores dos campos das forças conhecidas como, por exemplo, do campo elétrico/magnético e gravitacional, estes conhecimentos poderão nos permitir a construção de veículos como os UFOs, não apenas para viajar na Terra mas em todo o espaço. .........................................................................................
Aqui eu me permito uma pequena divagação a respeito dos buracos negros. Evidentemente a lei da Gravitação Universal como conhecemos não permanece válida junto aos buracos negros. Se ela se mantivesse os buracos negros não poderiam "engolir" as estrelas das proximidades, elas ou ficariam em órbitas elípticas ou circulares como os planetas do sistema solar ou teriam órbitas muito deformadas como nossos cometas. Ao se aproximar do buraco negro teriam um aumento de velocidade tal que a inércia não permitiria que "caíssem" no buraco negro. Vamos agora supor que a deformação no hiperespaço a partir de certos limites seguissem outras regras (equações), então as Leis da Gravitação que conhecemos não seriam válidas e seria possível que estrelas e constelações inteiras fossem engolidas. Só assim isso seria possível. .........................................................................................
Mais ainda, o aumento da deformação do hiperespaço provocada pelo campo gravitacional pode chegar a certos limites de tal forma que a gravidade do buraco negro não seja mais proporcional à sua massa. Nestas condições de saturação podemos pensar numa desestabilização do buraco negro e talvez na explosão de uma super-nova que seria a morte do buraco negro. .........................................................................................
Foi a anomalia da velocidade da luz que deu origem a toda a teoria da relatividade. Logo nas primeiras medidas da velocidade da luz verificou-se que ela não obedecia às regras do movimento devido a Galileu. Percebeu-se que aparentemente a velocidade da luz era sempre constante, donde o gênio de Einstein deduziu que seria a velocidade limite para tudo: a velocidade da luz. .........................................................................................
Eu faço-lhes a seguinte pergunta:
.........................................................................................

-Não seria a velocidade da luz um limite do nosso espaço tridimensional que abriga a matéria como a conhecemos? Não seria este limite apenas o primeiro de vários outros que devem ser pesquisados e convenientemente descritos por novas fórmulas matemáticas?
.........................................................................................

Einstein não precisou mais do que simples equações algébricas para descrever a teoria da relatividade restrita. Pode ser que o que nos espera não envolva uma grande complexidade matemática. .........................................................................................
Finalmente quanto às forças nucleares somos obrigados a admitir que estamos ainda no jardim de infância. As forças Nucleares são as forcas mais intensas que conhecemos, são as chamadas interações fortes. Dentro do nosso ponto de vista seriam a causa da maior deformação de nosso espaço tridimensional, com a característica adicional de serem forças de curto alcance. Infelizmente, e este assunto já foi objeto de um artigo de minha autoria na Royal Society, os conhecimentos de Física Nuclear se tornaram assunto militar e, portanto conhecimentos altamente sigilosos. Com isso, nos últimos cinqüenta anos a Física Nuclear avançou muito pouco. Como os grandes mestres no assunto ficaram velhos e a grande maioria já morreu está havendo nos últimos anos uma certa abertura para se divulgar alguma coisa, no sentido de que jovens venham a se interessar pelo assunto e talvez se tornar novos técnicos em Física Nuclear. .........................................................................................
Vamos relembrar dois conceitos que podem ser encontrados em livros de antes 1950 e depois foram "esquecidos": reação em cadeia e massa crítica. .........................................................................................
A fissão é a divisão do núcleo atômico em duas partes. Esta divisão produz duas partes diferentes. Um núcleo de hidrogênio, composto de um único próton não necessita de nenhum nêutron para ser estável. O urânio possui 92 prótons e 146 nêutrons. São quase 1,6 nêutrons para cada próton. A medida que o núcleo tem mais prótons são necessários mais nêutrons para a sua estabilidade. O núcleo de hélio tem dois prótons e dois nêutrons. A relação é um para um. Quando um núcleo pesado se divide, como regra os dois núcleos filhos precisarão de menos nêutrons. Dito de outra forma, podem sobrar nêutrons. Melhor do que isto, estes nêutrons que sobram podem ser capturados por outros núcleos, desestabilizá-los e uma nova divisão ocorrer. Isto é um processo estatístico. Quando a fissão de um núcleo se seguir a mais de uma fissão provocada pelos nêutrons liberados ocorre o que chamamos de reação em cadeia. .........................................................................................
Qual é a condição para que os nêutrons liberados sejam usados em novas divisões? Isto depende da massa (quantidade de matéria) do material físsil. Por questão de simplicidade e até para facilitar eventuais cálculos e simulações vamos sempre imaginar uma massa físsil esférica. Quando a esfera for pequena os nêutrons podem escapar e grande parte se perder para o ambiente. Quando exatamente uma fissão der estatisticamente a uma nova fissão dizemos que a esfera tem massa crítica. .........................................................................................
Nos reatores nucleares usados para geração de energia elétrica tentamos manter as condições da massa crítica. Muitos recursos, cuja descrição não cabe neste artigo, são usados para que, para cada fissão somente uma nova fissão ocorra. Se o reator produzir mais de uma fissão para cada divisão que ocorrer, haverá uma condição chamada supercrítica que leva a explosão do reator. Uma ogiva nuclear é construída exatamente assim, duas metades subcríticas são mantidas separadas e no momento da detonação são unidas rapidamente e levam a explosão nuclear. Todas estas informações podem ser obtidas em livros de antes de 1960. Nenhuma grande novidade embora estes conhecimentos estejam hoje bastante restritos. .........................................................................................
Dalton E. G. Barroso pesquisador do Centro Tecnológico do Exército CTEx em seu livro "A Física dos Explosivos Nucleares-2008" goteja algumas importantes informações teóricas que tem sido sonegadas há mais de meio século. A revelação que mais me chocou foi a informação de que a matéria submetida à altíssimas pressões, a partir de 50.000 bars se comporta como um fluido compressível. .........................................................................................
Este conhecimento foi usado para se construir bombas menores. Comprimindo o material físsil diminui o valor da massa crítica. Os núcleos mais próximos se interagem mais e é necessária menos massa para uma explosão. Faz todo o sentido. Sabemos por esta e outras fontes que a massa crítica do Plutônio é aproximadamente de 10kg. Foram construídas, pelos americanos, maletas de mão que continham uma bomba atômica. Ora, se a massa crítica do Plutônio (a do Urânio é muito maior) está por volta dos 10kg mais blindagem, mais todo o equipamento de disparo, tudo isso não cabe em uma maleta de mão. Logo, deve haver um meio de se explodir uma massa muito menor de Plutônio. Efetivamente, são usados altos explosivos químicos para comprimir o Plutônio e chegar às condições de massa crítica. .........................................................................................
Esta informação tem enorme importância em toda a Física. .........................................................................................
Considere nosso planeta Terra. Se formos em direção ao centro logo chegaremos a estes valores de pressão. Um bar é a pressão de uma coluna de água de cerca de 10 metros de altura (pressão atmosférica). Com um líquido com densidade 2.5, a densidade da crosta terrestre, bastaria uma coluna de 4 metros. Então 50.000 bars seriam atingidos a 200 km de profundidade. Estamos ainda praticamente na crosta terrestre, a Terra tem mais de 10.000 km de diâmetro. .........................................................................................
Então meus amigos, o magma dentro da Terra está comprimido!
.........................................................................................

Usando exatamente o mesmo raciocínio usado para construir a maleta com a bomba podemos pensar que ocorram reações nucleares no centro do nosso planeta. Isto justificaria o fato da Terra ser uma grande bola (forma aproximada) de fogo. Fazendo a comparação com um ovo de galinha a crosta da Terra se compara com a casca do ovo e dentro há "fogo"!
.........................................................................................

Eu já escrevi muitas vezes que estamos sobre uma bola de fogo brincando e brigando por energia. Esta descoberta não é minha. Nicola Tesla no começo do século passado já preconizava o uso da energia geotérmica para a geração de energia elétrica, quase gratuita! Eu já sabia destas coisas há muito tempo e tinha um grande medo de revelá-las porque sei que há interesses econômicos muito grandes em jogo: a matéria prima que movimenta mais dinheiro no mundo é petróleo. .........................................................................................
Eu já pensava na Terra como um imenso reator nuclear a partir de outras considerações teóricas, que também não cabem neste artigo. .........................................................................................
Há cerca de dez anos, na qualidade de pesquisador visitante trabalhando no Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) eu dizia ao nosso Professor Titular, Prof Dr. Gilberto O. Chierice que a humanidade tem sob seus pés uma grande fonte de energia barata produzida por um enorme reator nuclear. Ele ficava me olhando de forma inquisidora sem desconfiar que eu estava falando literalmente. .........................................................................................
.

Índice