Resumo da minha Biografia
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Estou montando meu Curriculum Vitae no Sistema de Currículos Lattes

Meu nome é Manoel Carlos de Figueiredo Ferraz Parolari
Nasci em São Paulo, Capital, em 19 de novembro de 1946.
Portanto sou brasileiro, porém tenho também cidadania italiana.
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A vida me preparou e exigiu de mim de forma absolutamente intransigente ser um homem de ciência. Minha vida tem sido muito diferente da vida das pessoas que conheci. Não tenho disso nem orgulho, nem mágoa. ...........................................................
Aos cinco anos comecei a escrever letras e números, com cacos de telha no piso de cimento de minha casa. Minha mãe, sabiamente, entendeu que havia chegado o momento de me alfabetizar. Professora, comprou uma cartilha e começou a me ensinar a ler. Aprendi com muita facilidade e uma rapidez que a deixou entusiasmada. Ela não sabia que eu via na habilidade de ler a capacidade de ler sozinho minhas revistas de Pato Donald, sem ter que implorar nada aos ocupadíssimos adultos com os quais eu convivia. Dito e feito, logo que pude comecei a ler minhas revistinhas. Meus pais tentaram me matricular no primário quando tinha seis anos e foram informados de que a idade correta seria de sete anos completos, porque faria sete anos somente em novembro. Para mim foi ótimo. Passei um ano a ler Pato Donald sem que ninguém me aborrecesse. Aos sete anos comecei a estudar no Externato Vieira de Morais, no Brooklin, em SãoPaulo tendo como minha primeira professora Dona Zilá. Passei então por meu primeiro exercício de humildade. Embora eu lesse letras de imprensa com desenvoltura, nada sabia de letras manuscritas e a professora, escrevendo no quadro me provou que eu era tão analfabeto quanto os meus colegas. Fiquei bastante contrariado, mas se sabia ler, escrever era realmente novidade para mim. Assim foi até o segundo semestre do segundo ano. A professora titular deixou a escola e em seu lugar veio a professora Helena. Esta moça, embora tenha negado sempre, era prima irmã de minha mãe. Tanto meus pais como a professora negavam qualquer parentesco. Evidentemente era para o bem e a disciplina das aulas, o que não impedia que ela, talvez até por remorso, me tratasse de maneira extraordinariamente carinhosa de forma que eu me sentia um aluno especial, e que de fato era. .........................................................................................
Para agradar a professora Helena, por quem eu já tinha me apaixonado perdidamente, pedi à minha mãe que ensinasse tabuada. Eu tinha boa memória e facilidade para aprender, mas sobretudo tinha uma razão para aprender. Tinha, o que chama hoje, uma grande motivação. Pedia que minha mãe tomasse a tabuada salteada porque ela insistia que eu já sabia muito bem, mas eu nunca estava satisfeito. O terceiro ano fiz na Escola Santa Terezinha, na rua Piauí, bairro de Higienópolis, muito mais perto de minha casa. Foi então minha professora Maria Thereza Leme. Moça inteligente, prometeu um prêmio para quem mais soubesse tabuada. Não preciso contar o resultado, eu era simplesmente imbatível. Tenho até hoje o livro "Contos do mar", meu primeiro prêmio escolar. Prêmio de aluno que mais sabia tabuada. .........................................................................................
No curso de admissão ao ginásio meu pai pegou o livro texto e fez comigo todos os exercícios de aritmética propostos, ele fazia e explicava o modelo e eu fazia os exercícios. Quando cheguei ao ginásio tinha uma base invejável em matemática: sabia na ponta da língua as tabuadas, o que me dava muita facilidade para fazer contas e sabia resolver todos os tipos de problemas de aritmética. .........................................................................................
Conheci então o professor Fernando José Leite Colletti, excelente professor logo percebeu o meu potencial e se tornou um grande amigo. As provas do professor Fernando tinham, invariavelmente, quatro ou cinco questões muito fáceis, quatro de dificuldade média e uma elaborada especialmente para mim, de grande dificuldade. Mesmo assim, eu sempre tinha dez. No começo do ano ele me dava um livro do Carlos Galante para que eu fizesse, além dos exercícios do livro do Oswaldo Sangiorgi (livro texto) os exercícios do livro do Galante. Foi quando a minha estrela começou a brilhar. .........................................................................................
Em 1961 recebi o Prêmio Marina Cintra, medalha de n. 391 de melhor estudante do ano de 1960 do ciclo secundário do Ginásio Teresiano. .........................................................................................
Em 1962 recebi o Prêmio Marina Cintra, medalha de n. 508 de melhor estudante do ano de 1961 do ciclo secundário do Ginásio Teresiano. .........................................................................................
Se do ponto de vista teórico a vida me ofereceu condições excepcionais, não foram menos excepcionais as condições práticas. .........................................................................................
Aos nove anos descobri o livro de Física do meu pai. Papai era primeiro assistente da Cadeira de Anatomia Descritiva e Topográfica da Faculdade de Medicina de Pinheiros (USP), e desde aquela época os professores lutavam com grandes dificuldades financeiras. Não podendo comprar brinquedos, minha mãe me dizia que um menino inteligente constrói seus próprios brinquedos. Se minha mãe dizia, deveria ser verdade. O livro de Física foi uma mina de ouro. Era o livro do FTD (Physica), que descrevia minuciosamente os aparelhos usados para descrição das leis e fenômenos físicos. Eu tinha nove anos e sem saber começava a estudar Física da maneira mais correta possível: fazendo experiências. .........................................................................................
Aos onze anos ganhei de meu tio materno Luciano um livro de Química (Chimica) de Valente do Couto. Esta foi uma época muito conturbada da minha vida. Minha mãe descobriu um caroço cancerígeno no seio e foi submetida a uma mastectomia. Todos meus familiares pensavam que eu iria perder minha mãe. Eu sei que acabei freqüentando o IBECC (Instituto Brasileiro de Ciência e Cultura) que ficava no quarto andar da Faculdade de Medicina, ligado a UNESCO e dirigido pelo professor Isaias Raw, um dos mais notáveis entre os cientistas brasileiros. Pelo fato de ter trabalhado no IBECC, meu pai pode comprar para mim um conjunto de Química (kit) a nível de pré-vestibular. O professor Isaias nos fez um bom desconto como pagamento de meu trabalho. Aos onze anos eu começava a estudar Química da maneira mais correta possível: fazendo experiências. .........................................................................................
Durante o ginásio comecei estudar rádio, incentivado pelo meu tio materno Eduardo, médico de renome em São Paulo e grande aficionado de eletrônica, o qual começou a brincar com eletricidade e rádio muito jovem e achava muito natural que eu construísse o meu primeiro radinho a galena. .........................................................................................
A esta altura já avançado em Física comecei a estudar Física Nuclear os livros: Vida e Transmutação dos Átomos de Jean Thibaud e Engenharia Nuclear de Raymond Murray. Do lado prático construía meus foguetinhos que chegavam a alcançar algumas dezenas de metros de altura. O gostoso nos foguetinhos era preparar o propelente, combustível sólido irmão gêmeo dos explosivos, meus conhecimentos de química ajudavam muito. Nunca me machuquei, nunca provoquei estragos. Qualquer erro de minha parte significaria proibição, eu era muito cuidadoso. .........................................................................................
Em março de 1963 eu estava no Colégio São Luís. Fui aluno brilhante ganhei nos três anos de Colegial o prêmio de Excelência, o melhor aluno do ano e no terceiro ano o Prêmio São Luís para o melhor aluno do Colegial. Em 15 de abril de 1963, com dezesseis anos, fui aprovado no exame médico para piloto privado, em 1964 me tornei sócio do Aero clube de São Paulo sob o n. 1.717 com dezesseis anos estava voando. Em 1965 fiz o curso de rádio e televisão do Instituto Monitor com número RTB. 77.444. .........................................................................................
Em janeiro de 1966 era aprovado no vestibular do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), onde fiz o curso de Engenharia Mecânica. Em fevereiro de 1971 recebi uma carta do reitor do ITA prof. Francisco A Lacaz Netto me convidando a receber o "Prêmio Rhodosá", anualmente concedido ao melhor aluno do terceiro ano Profissional de Mecânica. .........................................................................................
Formado em 1970 não consegui emprego no Brasil para trabalhar como projetista mecânico. Tinha as portas abertas para emigrar e trabalhar em qualquer Universidade do mundo. Eu sou brasileiro e amo de paixão o meu Brasil. Viver fora do Brasil sempre esteve fora de cogitação. Os meus planos eram de fazer Mestrado em Eletrônica e Doutorado em Física do Estado Sólido para me dedicar à Física Moderna. Como não deu certo resolvi trabalhar como fazendeiro, donde tiro o meu sustento desde então e com o que criei os meus filhos. Mas o lobo perde o pêlo, mas não perde a manha.Nos meus momentos de folga continuei a estudar quase que compulsivamente. .........................................................................................
Já há muitos anos fora da vida acadêmica eu tinha a curiosidade de saber se tinha feito progressos em meus estudos ou se tudo foi puro diletantismo. A convite do prof. Doutor Gilberto Orivaldo Chierice freqüentei o Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros do Instituto de Química de São Carlos USP, durante os anos de 1997, 1998, 1999 e 2000 na qualidade de Pesquisador Visitante, com número USP 1-2-000356, participando das pesquisas do grupo e fazendo a avaliação das características mecânicas da cola de resina de mamona, espuma, etc. Conquistei então o respeito, a amizade e a admiração do prof. Gilberto, que também considero como um dos mais importantes cientistas brasileiros. .........................................................................................
Para minha total surpresa em 1999 a New York Academy of Sciences (Academia de Ciências de Nova Iorque) me faz o convite para que eu me tornasse membro. Aceitei e desde então, com muito orgulho sou membro n. 00492950. De forma não menos surpreendente a AMERICAN ASSOCIATION FOR THE ADVANCEMENT OF SCIENCE (Associação Americana para o Avanço da Ciência) em 2000 também me faz o convite para que tornasse o membro n. 11851163. .........................................................................................
Recentemente, também para minha total surpresa a American Chemical Society (Sociedade Química Americana), uma sociedade muita fechada onde a filiação é muito difícil, me convida com proposta pré-aprovada para que eu me torne membro n.2404930. Isto era certamente reflexo de minha dedicação à Química, porque ultimamente tenho a responsabilidade do controle de qualidade de um suplemento mineral para bovinos na empresa Campo Verde Nutrição Animal. .........................................................................................
Este reconhecimento não foi por acaso. Em 1995 registrei nos USA meu livro "Hypergeometry" a geometria dos Espaços de mais de três dimensões. Para minha admiração ganhei dos americanos não só o Copyright do livro, mas do "Entire text describing a mathematical theory of Hypergeometry" o texto descrevendo a teoria matemática da Hipergeometria. .........................................................................................
Passei uma longa temporada em Ubatuba no ano de 1998. Lá conheci, por puro acaso, o prof Doutor Cláudio Z. Dib. Físico, professor de Física Nuclear no Instituto de Fsica da USP em São Paulo, ele se tornou meu grande amigo. Em longas e gostosas tertúlias conversávamos a respeito de Física. Perguntei-lhe certa ocasião se ele me achava charlatão. Ele me respondeu indignado que não, dizia que desconhecia a Física a que eu me referia, mas que eu lhe falava na sua própria língua. Disse-lhe de minhas tentativas em publicar, em revistas científicas meus trabalhos. Então, incentivado (quase intimado) por ele e pelo prof Gilberto escrevi um artigo onde defendia a expansão cada vez mais rápida do Universo. O artigo de 29 de junho de 1998 foi registrado no Cartório de Títulos e Documentos de São José do Rio Preto, São Paulo, em princípio de julho do mesmo ano. Apesar de todo o conhecimento e amizade do prof Gilberto junto às editoras brasileiras de revistas de divulgação científica, não consegui a publicação do artigo. Ironicamente, para minha maior satisfação, em janeiro de 1999 a revista SCIENTIFIC AMERICAN, da qual sou assinante, publica uma reportagem em uma série de três artigos dizendo que pesquisas realizadas no semestre anterior no VLT (Very Large Telescope) do Chile comprovavam que o Universo se expande de forma cada vez mais rápida. Isto hoje é absolutamente aceito pela comunidade científica. É um fato. Nã há o que negar. Foi medido e verificado. O meu artigo além de prever este resultado, conclama os astrônomos a fazer esta verificação e sugere o porque isto deva ser assim. Cheguei a entrar em contato telefônico com o nosso mais conhecido e competente astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, pessoa com sólidos conhecimentos de astronomia, astrofísica, física e reconhecimento internacional. Perguntei ao Mourão se ele queria ganhar o prêmio Nobel, expliquei rapidamente do que se tratava, mas ele com certeza levou a coisa como brincadeira de mau gosto. Para minha tristeza, nunca retornou qualquer contato. Foi culpa minha, eu não soube ser suficientemente convincente. .........................................................................................
Tratava-se de um artigo contrário ao aceito pela comunidade científica e portanto não tinha interesse a publicação. Hoje, por não se tratar mais de novidade científica, não desperta mais interesse. A mesma dificuldade encontrei com uma série de artigos em revistas científicas internacionais. Talvez a falta de laços com a vida acadêmica e a falta de títulos, dificulte a publicação de meus trabalhos. .........................................................................................
E é esta a razão de ser deste site: publicar artigos de minha autoria que julgo extremamente relevantes para o desenvolvimento das Ciências e de forma muito particular para o progresso da Física. .........................................................................................
Já um pouco desanimado pelas frustradas tentativas de publicação, escrevi para o professor Landi, um homem que tem a capacidade de premonição, que é capaz de prever o futuro e predizer o destino das pessoas. Pois bem, pasmem, em 2 de julho de 2003, após ler minha carta, o prof Landi fez uma ligação interurbana de mais de vinte minutos, de Camboriú, Santa Catarina, para o Interior de São Paulo, (pagou a ligação, ele que cobra consultas) e me disse que não desanimasse, palavras dele: "que eu tinha conhecimentos revolucionários de Física e seria um dos mais importantes Físicos da história da humanidade". Ele com certeza se lembra desta ligação telefônica. Pretendo colocar aqui todos os meus artigos em três versões, portuguesa, francesa e inglesa. Ficando apenas os livros para uma eventual publicação em papel. .........................................................................................
André Malraux em seu livro "La Condition Humaine" diz que todo homem sonha em ser um deus. Não me julgo nem um pouco mais importante do que qualquer ser humano que também sonha em ser um deus. Efetivamente somos todos igualmente importantes. Importante é apenas a descoberta que a humanidade fez onde eu fui um mero instrumento, por capricho da sorte, como o resultado de qualquer loteria. Eu fui sorteado. Gostaria sim de ser lembrado como um homem que amou de paixão a sua Terra, sua língua e seu povo. Quando muito jovem participei como voluntário do trabalho da OAF (Organização para o Auxílio Fraterno) que assistia a mendigos nas noites frias de São Paulo. Eu sempre vi nos olhos destes pobres homens a chama de ser um deus. Você sabia que existem, em São Paulo, mendigos por opção? Eram intelectuais, empresários, pessoas até muito bem sucedidas na vida, que fizeram a opção pelas ruas. Conheço o calor humano de meu povo, uma terra onde não há estrangeiros e sei que sempre haverá, mesmo junto com os mendigos, um pequeno espaço onde eu possa ficar sem morrer de frio, comida não me faltará. Tudo que eu tiver a mais será por pura liberalidade e generosidade da vida, não por meu merecimento. .........................................................................................
Assim, quero entrar em contato direto com os homens de Ciência do mundo todo e que se cumpra o que está escrito.


Prêmios e Títulos


Em 1961 recebi no Teatro Municipal de São Paulo o Prêmio Marina Cintra, medalha de n. 391 de melhor estudante do ano de 1960 do ciclo secundário do Ginásio Teresiano.

Em 1962 recebi no Teatro Muinicipal de São Paulo o Prêmio Marina Cintra, medalha de n. 508 de melhor estudante do ano de 1961 do ciclo secundário do Ginásio Teresiano.

Em 1963 recebi o Prêmio de Excelência de melhor aluno do primeiro ano do curso científico do Colégio São Luís em São Paulo.

Em 1964 recebi o Prêmio de Excelência de melhor aluno do segundo ano do curso científico do Colégio São Luís em São Paulo.

Em 1965 recebi o Prêmio de Excelência de melhor aluno do terceiro ano do curso científico do Colégio São Luís em São Paulo.

Em 1965 recebi o Prêmio São Luís de melhor aluno dos três anos do curso científico do Colégio São Luís em São Paulo.

Em fevereiro de 1971 recebi uma carta do reitor do ITA prof. Francisco A Lacaz Netto me convidando a receber o Prêmio Rhodosá, anualmente concedido ao melhor aluno do terceiro ano Profissional de Mecânica.

Aos 8 dias do mês de janeiro e do ano de 2008, eu recebi da "American Biographical Institute" o convite para que eu lhes mandasse os meus dados biográficos para figurar em uma obra com menos de mil nomes entre as "Great Minds of the 21st Century" (As grandes cabeças do Século 21) destaque em Física.

Aos 6 de março de 2008 um convite do International Biographical Centre, Cambridge, England para enviar meus dados biográficos para figurar na publicação "2000 Outstanding Intelllectuals of the 21st Century" Os 2000 Intelectuais Notáveis do Século 21 destaque em Matemática e Física.

Aos 27 de março de 2008 recebi a indicação e o convite para fazer parte do próprio conselho diretor do IBC como "Deputy Director General" Delegado Diretor Geral, representando o Continente Americano (América Latina inclusive) e Índias Ocidentais.


Aos 11 de abril de 2008 recebi o convite para fazer parte da Legion of Honour do International Biographical Centre, Cambridge, England pelas minhas contribuições em Matemática e Física.


Aos 18 de junho de 2008 fui escolhido como "Man Of The Year 2008" pelo American Biographical Institute IBA.


Aos 27 de outubro de 2008 fui escolhido entre os "2000 Outstanding Intelllectuals of the 21st Century" como "Greatest Intellectual Of 2008" pelo International Biographical Centre, Cambridge, England pelas minhas contribuições em pesquisa.


Em novembro de 2010 fui escolhido como "Man Of The Year for Brazil 2010" pelo American Biographical Institute IBA.

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